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 O que é o frugivorismo higienista?

O frugivorismo higienista, também conhecido como crudivorismo vegano hipo-lipídico, é uma alimentação baseada nos estudos da fisiologia, anatomia e biologia da raça humana, os quais nos levam a determinar nossa alimentação ideal através de um parâmetro científico.

O sufixo “voros” é utilizado para determinar a fonte de onde cada grupo de animais deriva primariamente suas necessidades calóricas, ex: carnívoros, frugívoros, herbívoros. Na natureza, todos animais que compartilham de anatomia, fisiologia, bioquímica e genética similares aos humanos, prosperam em uma dieta de frutas e vegetais.

Frugívoro é a classificação determinada pela biologia a todos animais que derivam primariamente suas calorias de frutas e vegetais. Portanto, uma pessoa que alega ser frugívora, é alguém que vive de comida crua, consumindo primariamente frutas e vegetais, mas não exclusivamente, podendo ter o consumo de outros alimentos de origem vegetal que são consumíveis em seu estado cru.

Seres humanos são também classificados pela ciência como antropóides, e os primatas antropóides chegam a compartilhar com os seres humanos, em média 99% ou mais de seu DNA. Se utilizarmos da anatomia comparada, podemos notar que de todos animais na natureza somos mais similares aos primatas antropoídes, e se estivéssemos na natureza e sem ferramentas, seríamos forçados como eles a uma alimentação baseada em frutas e vegetais.
Para concluir, o crudivorismo vegano higienista é uma dieta crudívora, basicamente composta de frutas, vegetais, nozes e sementes em seu estado não processado e fresco, ou seja, da maneira como essa alimentação nos é fornecida pela natureza.
Como é uma dieta crudívora vegana higienista na prática?

É uma dieta crudívora/frugívora (frutas e frutas-vegetais, vegetais folhosos verdes tenros, vegetais crucíferos, sementes e nozes), ao invés de uma dieta frutariana. Muitas pessoas acreditam ser possível viver apenas de frutas por longo prazo, excluindo os vegetais, ao que se denomina frutarianismo, no entanto não é recomendável tal prática.
Uma dieta frugívora consiste em refeições com grandes quantidades de frutas e vegetais e pequenas quantidades esporádicas de nozes, sementes e castanhas. Devido as frutas e vegetais conterem uma baixa densidade calórica, é necessário uma grande quantidade deles para alcançarmos as mesmas calorias que obteríamos com outro tipo de alimento.
Como exemplo, um almoço, para uma pessoa moderadamente ativa, poderia ser composto de 5 bananas grandes e 3 mangas.
O que é combinação alimentar?

O termo combinação alimentar se refere aos alimentos que são compatíveis entre si em sua química digestiva. Fisiologistas reconhecem há mais de um século que a eficiência da digestão e a nutrição de um organismo, em grande parte, dependem dos tipos de alimentos combinados em uma refeição. No entanto, por mais que seja um fato comprovado em laboratórios, nunca foi devidamente aplicado à cozinha e hábitos alimentares dos seres humanos na atualidade.Podemos observar que os animais não misturam vários alimentos em uma só refeição, com exceção do homem que mistura os mais diversos tipos de alimentos de uma só vez.

O quanto comer?

Após, então, sabermos quais são as fontes ideais para buscar nossos nutrientes (frutas, vegetais, nozes e sementes), é de extrema importância saber o quanto comer. A maioria dos crudívoros, a curto e longo prazo, não compreendem porque eles mesmos enfrentam dificuldades de se manter apenas com comida crua e pensam tão frequentemente em comida. Na maioria das vezes é simplesmente por falta de calorias, e calorias provenientes das fontes certas. Para esclarecer melhor, sem uma ingestão adequada de calorias, a pessoa sente-se fraca, com desejos intensos por comida e passa a ter um desempenho medíocre em atividades físicas.
Mesmo quando parado, nosso corpo gasta uma quantidade bastante grande de calorias, esse gasto calórico em repouso recebe o nome de Taxa de Metabolismo Basal. Muitos propagadores de dietas crudívoras dizem que essa contagem de calorias, e mesmo a distribuição calórica entre os macronutrientes, é desnecessária se a pessoa comer tudo cru. Dizem que se for cru já é o suficiente para se ser a pessoa mais saudável da Terra. E promovem dietas ricas em gordura e combinações alimentares absurdas, sem a mínima observação da nossa fisiologia digestiva. Vão na direção contrária ao que as autoridades na área de saúde e nutrição defendem e, mais do que isso, comprovam. Usado de forma incorreta, não é à-toa que inúmeras pessoas não obtenham os resultados esperados com o crudivorismo e retornam a comida cozida.

Consegue alguém realmente viver somente de frutas, vegetais, nozes e sementes?

A estimativa científica é que a raça humana já habita o planeta em torno de 8 milhões de anos. E também que foi no chamado período neolítico, há 10 mil anos atrás, que foi introduzida a prática de cozinhar os alimentos. Na mesma época surgiu a agricultura de grãos e o domínio do plantio, a domesticação de animais, e, consequentemente, o processo de sedentarismo do homem se estabeleceu gradualmente.A estabilidade obtida por essas novas técnicas de domínio da natureza e dos animais também possibilitou o crescimento populacional, devido a uma maior quantidade de comida disponível, o que levou à formação de grandes aglomerados populacionais. Apesar disso, os pesquisadores sugerem que também foi no período neolítico que a saúde humana começou a declinar constantemente e que só há menos de 100 anos, existem práticas tão artificiais como as da atualidade.

Podemos assim concluir que os seres humanos consumiram, praticamente durante toda sua existência, uma dieta similar à descrita neste site e só recentemente é que alteraram a sua alimentação, passando a cozinhar e temperar diversos tipos de alimentos para que assim pudessem se tornar comestíveis. Pois não é possível, viável ou prazeroso para a raça humana, comer diversos alimentos que são ingeridos atualmente em sua forma crua e sem temperos.
Sim é possível e existem inúmeras pessoas que levam uma dieta crudívora vegana hipo-lipídica há décadas e apresentam um parâmetro de saúde, muito além do “normal”.

Por onde começar? 

Sugiro que educação é a base de qualquer mudança. Aprender a praticar o crudivorismo é como aprender a andar de bicicleta ou aprender inglês. Sem devida prática, leitura, educação constante, é inviável alcançarmos nossa meta, ainda mais de uma forma rápida e efetiva. Portanto, a pessoa que quer aprender inglês, ela geralmente precisa de duas coisas, um bom professor e um bom livro. Da para se conseguir sem um ou sem o outro, mas sem os dois eu diria que é muito, mas muito mais difícil.

Passei os 10 últimos anos da minha vida, estudando e praticando o assunto e visei em meus livros, cursos, retiros e material disponível na internet, compilar toda a informação mais importante para economizá-lo tempo e dor de cabeça, nessa importante mudança. Recomendo fortíssimo começar lendo e assistindo os meus vídeos no facebook, em função de se educar. Caso ainda tenha dificuldade, sugiro nossos cursos e retiros primariamente ocorrendo na pousada Saúde Frugal em Saquarema, RJ.

O que é a Higiene Natural ?

   O movimento higienista teve seu início com o médico Isaac Jennings no início dos anos de 1800, nos Estados Unidos da América. Ele começou a aplicar apenas métodos naturais no tratamento de seus pacientes, isto é, dava ênfase a fatores de estilo de vida como dieta, exposição ao sol, exercícios físicos, sono, e desta forma eles se recuperavam em tempo recorde, comparado aos diversos outros tratamentos.
   Inicialmente não divulgou explicitamente suas ideias, utilizando-se de remédios placebos, junto com os outros hábitos de uma vida saudável. Sendo altamente reconhecido pelo seu sucesso, foi condecorado pela Faculdade de Yale e por seu sucesso inigualável. Quando em 1822 foi a público e explanou a sua abordagem, foi ridicularizado e visto como um charlatão pelos colegas de profissão e pelo público que não conseguiam conceber a ideia de “não interferir” ou aplicar apenas os métodos naturais e fisiologicamente inerentes ao organismo vivo (dieta, sol, exercício físico, ênfase em descanso e sono, etc.), ao invés da prática em voga e costumeira de tratamentos, pílulas etc.


Dr. Herbert Shelton

   Com o tempo diversos outros médicos se juntaram e propagaram as ideias de Jennings. O seu sistema foi nomeado Higiene (o nome Higiene é derivado da deusa grega da saúde Higéia) e durante os anos, os bravos e revolucionários higienistas simplesmente foram agrupando o conhecimento dos antigos aos avanços feitos na biologia e fisiologia nos últimos 2 séculos e colocando-os em prática. O resultado foi um sistema conhecido atualmente como a ciência da saúde, pois diferentemente dos outros modelos que estudam apenas a doença, a Higiene foca seus estudos na saúde, e foi finalmente nomeada pelo Dr. Herbert Shelton em meados de 1900 como Higiene Natural, para se diferenciar de outros modelos como a naturopatia, homeopatia, hidropatia, etc.
   Seus conceitos na época foram considerados muito radicais, e não há como melhor defini-la do que a máxima criada pelo Dr. Herbert Shelton: “A saúde por viver saudavelmente” ou “A saúde pode ser construída, mas não pode ser comprada”.
   Higienistas advogam que para termos saúde temos apenas que participar em suas causas diariamente. Ademais, higienistas propõem que a saúde é o estado natural de todos os organismos vivos, e que a saúde para ser mantida ou recuperada só necessita dos meios naturais fornecidos pela natureza.
   A Higiene Natural, busca uma abordagem científica, de observação das leis da natureza, ensina as pessoas a viver em harmonia com as leis imutáveis da natureza, está de acordo com as necessidades fisiológicas e biológicas dos seres humanos, baseia-se na premissa que a natureza é perfeita, e se o indivíduo fornecer os requerimentos básicos da natureza, a saúde é mantida/recuperada através da “vix medicatrix naturae”, a força curativa da natureza, a capacidade inerente de regeneração do corpo humano. Que o poder de “auto cura” é inerente em todos os organismos vivos, o que precisamos fazer apenas é fornecer as condições ideias para o mesmo prosperar
   Foi inspirada também nos ensinamentos do próprio Hipócrates, considerado pai da medicina moderna, que sugeria tais práticas há dois mil anos, embora atualmente as práticas sejam completamente antagônicas aos seus ensinamentos. Ele baseava suas teorias e tratamentos no empirismo, observação e práticas racionais e acreditava que as doenças têm apenas causas naturais em vez de super naturais, ou seja são relativas ao estilo de vida do indivíduo.
   Ensino, educação e uma vida conforme as leis da natureza são o caminho para a verdadeira saúde ao invés de poções, pílulas e “curas” milagrosas instantâneas. O caminho para a recuperação/manutenção da saúde e do bem estar sempre será através da vida saudável. Quando o entusiasta de saúde se educa nos princípios que regem a saúde humana, e aplica os de acordo com as leis fisiológicas e biológicas que regem todos os organismos vivos, ai sim ele começa a vivenciar o verdadeiro bem estar, saúde longa e vida próspera. Ao invés de acreditar e buscar por uma pílula mágica que supostamente pode “consertar” anos de abusos e maus hábitos.
   Se sentir “bem” ou não vivenciar sintomas/doenças graves, e ser realmente saudável (manter seu corpo em um estado de homeostase) não serão nunca o mesmo. Não conseguimos ter parâmetros sem nunca ter vivenciado saúde verdadeira. Vivenciamos saúde e bem estar na proporção exata em que vivemos saudavelmente dentro das leis regidas pela natureza. A Higiene Natural defende que a saúde é o estado natural do organismo vivo. Ou seja, "Sublata Causa Tollitur Effectus - remova as causas e os sintomas vão embora". A saúde precisa ser criada diariamente através dos bons hábitos.
   “Todas as estruturas vivas, por mais variadas que sejam, têm um principal propósito, isto é, o de preservar internamente as condições normais da vida. Sensações e instintos tem como propósito básico a mesma produção e preservação da condição interna normal. As sensações são o educador e protetor do homem. Negar a importância dos sentidos é privar-se de um dos maiores meios de auto-proteção e quase único meio de aprendizado do indivíduo. Sem os cinco sentidos, a mente não se desenvolve. Dor e desconforto chamam nossa atenção para coisas e circunstâncias prejudiciais ao nosso bem-estar. Negligenciar a dor, suprimi-la, é privar a si mesmo de um seus mais úteis meios de auto-proteção.” Dr. Herbert Shelton em seu livro “Natural Hygiene – The pristine way of life”

Frutas, o combustível ideal para o atleta

Atletas por gostarem e precisarem levar as vezes seu corpo ao limite, sempre visam formas de melhorias em seu desempenho e meios de aumentar sua competividade. Por isso, nós amadores ou os profissionais somos famosos por cuidarmos do nosso organismo, devido a reconhecer a importância de um estilo de vida saudável e sua manutenção. Assim sendo, é imprescindível ao atleta que ele tenha um bom conhecimento sobre saúde, nutrição e alimentos.

Atletas em geral, principalmente os de treinamento aeróbico, são famosos por comerem frutas. O nosso próprio astro brasileiro do tennis mundial, Gustavo Kuerten,  sempre foi visto comendo bananas durante as competições.

Porque a fruta é associada então a saúde e a uma fonte de energia rápida?

Sabemos que o corpo humano e suas 3 trilhões de células funcionam quase que exclusivamente a base de carboidratos simples. Ou seja, a célula não consegue usar macromoléculas, no caso, carboidratos complexos, como fonte de energia para gerar ATP (energia). Nosso sistema gastrointestinal precisa trabalhar no processo de digestão, quando é um carboidrato complexo devido sua estrutura química, ser até mesmo complexa demais para digerirmos adequadamente e, dependendo do tipo de açúcar complexo, nem conseguimos digerí-lo devidamente levando a gases, como alguns dos oligossacarídeos contidos nos feijões.

Portanto, frutas na verdade são o combustível ideal, porque quando maduras, já vem prontas, não precisando quase de digestão e sendo rapidamente digeridas, absorvidas e assimiladas. Bem como seus nutrientes chegarem na corrente sanguínea e estarem disponíveis para utilização celular dentro de minutos, gerando uma grande vantagem ao corredor, que não precisa usar seu corpo como uma refinaria e esperar horas pelo processo digestivo, quebrar as cadeias de carboidratos complexos para aí então poder usar seus nutrientes.

Na atualidade, ouvimos muito falar das vitaminas, minerais e mais recentemente dos fitonutrientes, entrentanto são tantos nutrientes com diferentes funções, que as vezes ficamos sem dar o devido valor a sua importância na manutenção da saúde, da performance atlética , sua importância na recuperação muscular, do sistema imune e, principalmente, para reduzir o estresse oxidativo e o envelhecimento, assim prolongando a carreira do atleta. Uma baixa ingestão destes nutrientes pode levar a fadiga, dano muscular e o enfraquecimento do sistema imune.

E quais sãos os alimentos mais ricos em vitaminas, minerais e fitonutrientes, caloria por caloria? Frutas e vegetais.

Pesquisas recentes cada vez mais nos fazem compreender todos os componentes nutricionais que fazem da fruta, o alimento ideal do atleta. No caso da melancia, rica em um aminoácido chamado citrulina, auxilia a reduzir dores musculares e a velocidade da recuperação da frequência cardíaca. Estudos com suco de uva, mostraram que mesmo os participantes do estudo consumirem, durante 3 meses, muito mais calorias do que o necessário, ao invés de ganharem peso, perderam. Os cientistas atribuiram o efeito aos flavonoides, fitonutrientes, ricos nas frutas, principalmente nos cítricos e na uva, que auxilia na queima de gordura abdominal.

Sabemos que após uma hora de extenuante exercício físico, atletas profissionais começam a reduzir seus estoques de glicogênio. Pesquisadores atuais provaram que uvas passas, um alimento rico em inúmeros nutrientes, muito barato e fáceis de carregar, forneciam o mesmo efeito de oxidação de carboidratos, de gordura, e da razão da troca respiratória, ao comparada a geis de corrida.

Frutas são um alimento ideal em quesitos de ingestão hídrica. Sabemos só ao mastigá-las ou a cortá-las, que são ricas em água, a maioria delas tendo  composição em torno de 90% de água. Frutas e vegetais são praticamente os únicos alimentos com que fazemos sucos.

Sabemos que o corpo humano é composto de 70% de água e um atleta devido ao aumento nas atividades metabólicas e de temperatura durante e até mesmo após o exercício, a necessidade hídrica é aumentada. Portanto, ao consumirmos frutas, não só aumentamos a ingestão hídrica como reduzimos os alimentos pobres neste nutriente e reduzimos a necessidade de sal, pois frutas já vem temperadas direto da árvore. Assim mantendo o organismo do atleta mais bem hidratado.

Frutas, devido ao seu rico conteúdo de potássio e pobre em sódio, auxiliam a redução da pressão arterial, com um melhor equilíbrio eletrolítico e menor retenção hídrica, assim como o potássio é essencial na contração muscular e na função cardíaca. Tanto é que todos nós já ouvimos do benefício da banana rica em potássio e evitando cãimbras.

Frutas são excelentes,  além do quesito de seu valor nutricional, como pela sua praticidade de consumo. Por serem ergonomicamente adaptadas as nossas mãos e polegares opostos, podem ser consumidas em qualquer hora ou lugar sem nenhum tipo de preparo, assim sendo o alimento ideal para o atleta, que pode precisar de repor sais minerais, água, antioxidantes e glicose e glicogênio antes, durante ou depois do seu exercício físico.

Frutas, por serem praticamente isentas de gordura saturada e colesterol e muito pobres em gordura mono e poliinsaturada e ricas em fibras, auxiliam a saúde vascular reduzindo o colesterol. Com menor obstrução de placas de gordura em suas artérias e seu sangue menos viscoso,   melhora sua oxigenação, o suprimento de sangue a seus músculos e células e assim, melhorando toda sua capacidade aeróbica e até mesmo agindo de forma cardioprotetora.



Vitamina A, C e E– Antioxidante e sistema imune
Manga, mamão, laranja, kiwi, abacate, goiaba
Vitamina B1, B3 e B6 – Produção e fornecimento de energia,
Frutas secas, pêssegos, nectarinas, ameixas
Vitamina K – Coagulação sanguínea, saúde vascular e óssea
Limão, figo, uvas
Ácido Fólico (Vit B9) – Síntese de hemoglobina, contração muscular e função nervosa
Banana, abacate, laranja
Potássio – Contração muscular e transmissões nervosas
Melão, morangos, tomates



Mas, infelizmente, devido a enorme quantidade de consumo de alimentos processados, produtos de origem animal, açúcar ou carboidratos complexos refinados como farinhas e arroz branco, a quantidade de consumo de frutas e vegetais é extremamente muito baixa através do mundo. No Brasil, de acordo com o POF (Pesquisa orçamental Familiar Brasileira), o brasileiro usual consome, em média, menos de 1 porção de fruta ao dia. Pesquisas mostram que não só atletas consumem quantidades insuficientes, como este consumo insuficiente prejudica seu desempenho atlético.

Temos até mesmo ultramaratonistas, campeões de provas importantes, vivendo em dietas frugívoras, baseadas primariamente em frutas, mostrando a viabilidade desses alimentos em serem uma excelente fonte nutricional para o corredor.

Pré-treino: Frutas mais ricas em água, fornecem a hidratação necessária, vitaminas e minerais e não sobrecarregam sua digestão, deixando seu sangue e energia, focar-se nos músculos, ao invés do intestino.

Durante o treino: A tâmara é uma excelente aliada durante o treino por ser extremamente densa caloricamente, comparada as outras frutas. 100 gramas de tâmaras fornecem em torno de 300 calorias enquanto morangos fornecem apenas 30. Assim, são uma excelente forma de energia compacta, facílima de carregar, sem ocupar muito espaço e sem requerer que você coma grandes quantidades dela para repor suas reservas de carboidrato. Bananas também são uma outra fruta calórica, a 90 calorias a cada 100 gramas e fáceis de comer enquanto se treina.

Pós-treino: As bagas, que são a categoria das frutinhas pequenas como morangos, framboesas, amoras, mirtilo etc. são as frutas famosas por serem as mais ricas em antioxidantes. E sabemos que quanto mais exercício e intensidade, maior é a produção de radicas livres, devido a contração dos músculos esqueléticos. Os radicas livres são substâncias oxidantes, moléculas instaveis que causam dano celular e dano ao DNA, caso não sejam devidamente controladas pelos ANTIoxidantes. Cientistas vem demonstrando que alto nível de radicais livres causa disfunção contrátil muscular, levando a fraqueza e fadiga muscular.

Recomendações: As quantidades usuais recomendadas ao público em geral são, no mínimo, 5 porções de frutas e vegetais ao dia. Entretanto, sabemos que atletas tem demandas calóricas e nutricionais diferenciadas do público usual, devido a prática de ativiade físicas mais intensa. Nos EUA, na atualidade já temos a campanha More Matters, indicando até 9 a 13 porções de fruas e vegetais ao dia. Portanto, a quantidade é relativa ao gasto calórico, necessidades individuais e densidade calórica específica da fruta escolhida, mas lembrando que são alimentos hipo-calóricos por serem ricas em água, fibras e açúcares simples, é difícil comer em excesso já que nosso estômago fica rapidamente cheio e nossa glicemia sobe, rapidamente nosso cérebro indica saciação impedindo o consumo excessivo.

Cuidados: Evite frutas verdes, devido a sua alta proporção de carboidratos complexos, serão difíceis de digerir. De preferências as frutas frescas sobre as secas. De preferência a frutas orgânicas e da estação.

Frutas do verão: As frutas da estação são sempre as mais coloridas, cheirosas, doces e geralmente as mais baratas e abundantes na feira, sempre com uma placa de promoção. Jaca, banana, melancia, manga, abacate, figo, pinha, goiaba, mamão e uva são algumas das deliciosas e mais comuns frutas do verão.


Banana com canela



Ingredientes:

5 bananas médias / 500 gramas, 1/3 da

água de um coco verde médio / quatro pitadas de canela em pó.


Preparo: na água de coco, liquidificamos as bananas e a canela em pó. Alcançamos o que queremos, Depois, lançamos três pitadas de canela em pó por cima da mistura, criando um saborido especial ao tempo em que decoramos também o copo em que ela será servida.
Dica: há diferentes tipos de bananas (d’água, ouro, maçã, terra, vinagre e figo) com os quais experimentamos essa iguaria, suscitando distintos paladares, cores e texturas.




Referências bibliográficas

SCOTT K. POWERS and MALCOLM J. JACKSON; "Exercise-Induced Oxidative Stress: Cellular Mechanisms and Impact on Muscle Force Production". Physiol Rev. 2008 Oct; 88(4): 1243–1276



Tarazona-Díaz MP et al; "Watermelon juice: potential functional drink for sore muscle relief in athletes". J Agric Food Chem. 2013 Aug 7;61(31):7522-8.
Farajian P et al; Dietary intake and nutritional practices of elite Greek aquatic athletes.



Int J Sport Nutr Exerc Metab. 2004 Oct;14(5):574-85.


Ziegler, P.J. et al Nutritional and Physiological Status of U.S National Figure Skaters. International Journal of Sport Nutrition, 9, 345-360, 1999

Como eu vivo há 10 anos sem fogão

Desde pequeno, tomei decisões contraditórias, não usuais. Entretanto, quando aleguei para família e amigos que estava largando o uso do fogão e ia abandonar todo tipo de alimento de origem animal, aí sim, definitivamente fui visto como "maluco", "radical", "louco”

Nunca havia imaginado, aos 22 anos, o porque de alguém decidir não comer carne, já que eu nunca nem tinha conhecido pessoalmente um vegetariano.
Como cresci abrindo a geladeira para consumir alguma coisa empacotada, enlatada, engarrafada, processada e industrializada de alguma maneira, também nunca pensei que meus hábitos alimentares poderiam não ser condizentes com a boa saúde e, ainda por cima, capazes de gerar doenças crônicas degenerativas.
Antes de começar a estudar o que é chamado de crudivorismo, ou seja, a prática de se viver de alimentos crus, eu não sabia que a raça humana habitava a terra há 8 milhões de anos, que começamos a cozinhar há 10 mil anos, e comemos da forma moderna ocidentalizada há menos de 100 anos.
Ou seja, toda essa mistura que chamamos de refeição, é algo que só foi praticado por uma parte minúscula da nossa existência. E, menos ainda, sabia eu o que a alimentação moderna poderia causar ao meu organismo.

O que mudou no meu corpo

Devido às condições nas quais nasci – dentro de uma cidade grande, apartamento longe da natureza, pais que não tinham interesse pela área da ciência nutricional ou médica – nunca aprendi o que era correto e o que era errado em termos de alimentação.

Todo tipo de problema de saúde que você possa citar, eu já tive. Cansado, depois de seguir fielmente as recomendações da medicina e nutrição em voga, sofrendo de diabetes, hipertensão, alergias, problemas respiratórios , constipação crônica, fadiga crônica, lombalgia e prestes a fazer cirurgia no nariz e na coluna, decidi buscar por mim mesmo a verdade sobre o porque eu estava sempre doente.




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Em pouco tempo de pesquisa, encontrei o chamado veganismo – o vegetariano estrito que não come nenhum tipo de produto animal (leite, mel, queijo e ovos). Em seguida, encontrei o crudivorismo e o frugivorismo.
Acabei esbarrando no fato de que dois cardiologistas do Bill Clinton são veganos (Dr. Ornish e Dr. Esselstyn) e provam desde a década de 90 que a dieta vegana-hipo-lipídica e integral é uma forma de parar a progressão e de se reverter cardiopatias (doenças do coração) e neoplasias malignas (câncer). Descobri, também, que os jornais médicos científicos da atualidade são repletos de pesquisas indicando que o vegano vive mais e é consideravelmente mais saudável que o onívor0.

Fiquei perplexo como eu nunca tinha ouvido falar sobre isso. Percebi que era isso que eu provavelmente fazia de errado desde pequeno, para vivenciar tantos sintomas. De repente, troquei minha perspectiva e larguei de vez a comida cozida. Nunca mais fui o mesmo.

Em questão de dias, as alergias que meu otorrino alegava que iriam me atormentar para o resto da vida sumiram. Sem remédios ou cirurgia. Frutas e vegetais começaram a ter um sabor extremamente mais prazeroso. Minha respiração era mais limpa, eu não tinha aquele cansaço para acordar pela manhã, meu corpo parecia extremamente mais flexível e bem alongado, minha pele brilhava e ficou muito macia. Comecei a me sentir mais leve e enérgico, conseguia me concentrar muito melhor, exercícios físicos, principalmente os aeróbicos, eram executados com mais facilidade.

Até mesmo meu hálito matinal e odores corporais praticamente sumiram!
Sempre sofri de sobrepeso, mas em uma dieta crua, como até 4 quilos de comida ao dia, sem nunca mais ter engordado uma grama.

Minha produtividade aumentou de forma inimaginável. Saí de um garoto com baixo rendimento escolar, para notas excelentes na faculdade. Consigo trabalhar intensamente de 7 da manhã às 10 da noite sem me sentir esgotado.

Me formei em uma faculdade e estou acabando a segunda, de nutrição. Criei minha editora própria e publiquei 5 livros. Me especializei no exterior em crudivorismo, criei uma gastronomia frugal gourmet.
Resumindo, ter largado a invenção que foi em outrora extremamente eficaz para que nossa raça sobrevivesse a última era glacial, foi a melhor coisa que fiz na vida.




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A rotina de quem não cozinha

Vou uma vez a cada duas semanas ao CEASA, compro em torno de 40 quilos de frutas (são duas pessoas aqui em casa e minha mulher come mais bananas que eu ao dia. Sabe como é, melhor ter mais do que faltar).

Vou duas vezes ao hortifruti por semana, pois vegetais como alface, brócolis estragam mais rápido e, ao contrário das frutas, você quer eles jovens, ao invés de maduros.

Eu só faço duas refeições, minha mulher faz de três a quatro. Consumo em torno de 2 quilos de frutas durante o almoço e mais dois quilos de vegetais para a janta, ou seja, uma imensa refeição de frutas ou vitaminas, saladas de frutas, sorvetes.

E para janta como saladas, macarrões, arroz de couve-flor, salpicão de repolho, sopas, CRUzidos etc. Sempre uma tigela bem grande, quase que “imensa”, a qual leva em torno de 20 minutos de mastigação, regada com um molho de tomate, pesto,  hummus, ketchup picante ou outras delícias frugais que vão temperar meus vegetais.

Sou bem ativo fisicamente (jiu-jitsu, corrida, musculação, tênis, etc) e por isso consumo uma grande
quantidade. Entretanto, caso você seja pequeno, sedentário, ou tenha poucos músculos, você provavelmente precisará de menos comida do que eu.

Entretanto, devo lembrar que saúde não é só dieta, mas todo um estilo de vida. Na natureza, seríamos bem ativos fisicamente para obter nossos alimentos e, portanto, precisaríamos de mais calorias, o que significa mais nutrientes sendo ingeridos.

Ao obter nossa alimentação riquíssima em frutas e vegetais, os alimentos mais ricos em nutrientes, seríamos banhados em abundância pelos fitonutrientes, antioxidantes, vitaminas e minerais, promovendo o retardamento do processo de senescência.

Como começar e alguns cuidados

É impossível em um pequeno artigo informar detalhadamente como praticar uma dieta frugívora, como adequar questões nutricionais.

Portanto, sugiro fortemente um bom livro do higienismo moderno frugívoro, como o Saúde Frugal – O guia ao crudivorismo ou o livro do Dr. Graham, chamado The 80/10/10 diet, caso você esteja realmente interessado em aprender a prática.

A fórmula para ser bem sucedido em uma dieta crua saudável é compreender que frutas e vegetais são alimentos de baixa densidade calórica. Isso não significa que uma banana não alimenta, como a maioria das pessoas justifica, achando que passariam fome se tentassem viver de frutas e vegetais, mas sim que ela é quase quatro vezes menos calórica que o arroz, por exemplo.

Portanto, você precisa comer quatro vezes mais banana do que precisaria de arroz. Para morangos, a questão é mais ainda, já que morangos são 30 calorias a cada 100 gramas enquanto o arroz é 330 em média. Portanto, 11 vezes mais. É possível se alimentar de uma forma muito mais fácil, prática, barata e saudável do que praticamos na atualidade.

Para saber um pouco mais:




  
O VALOR NUTRITIVO E O GOSTO DOS ALIMENTOS
A busca pelo prazer é inerente ao ser humano. É fato que anatômica e fisiologicamente somos feitos para “buscar” e consumir açúcar, que é o principal combustível do corpo humano. Pesquisas indicam que o consumo de açúcar ocasiona imediatamente mudanças na química cerebral, isto é, a liberação de certas substâncias similares às observadas em pessoas após o uso de narcóticos como o ópio, as quais produzem grande prazer. Essa é uma das razões pela qual desde crianças, sem nenhum conhecimento fisiológico, ficamos vidrados em alimentos doces e aprendemos através do nosso cérebro que consumir doces (carboidratos simples) é algo muito bom.

Assim, diariamente, sabendo que aquela substância irá promover sensações fortemente prazerosas, aprendemos a sempre voltar a buscar tais alimentos devido a recompensa prazerosa que nos é fornecida por consumir tais alimentos doces. Essa é uma maneira da natureza indicar-nos o caminho para a nutrição otimizada, porque através de comandos do nosso cérebro, consumimos somente o que é prazeroso. Entretanto, o que não sabemos, que na natureza, os alimentos naturais que são prazerosos ao paladar humano são também altamente nutritivos, diferente dos alimentos industrializados a qual encontramos dentro dos centros urbanos.

O primeiro gosto que sentimos em nossa língua é o doce e logo acima deste ponto o salgado. Nossos alimentos naturais são os mais ricos em açúcares e sais minerais da natureza. E os produtores de alimentos tendo conhecimento da fisiologia humana, tiram proveito disto adicionando grandes quantidades de açúcar e sal refinado em praticamente todos os alimentos industrializados; na maioria das vezes utilizando-se dos dois no mesmo produto, e, infelizmente, adicionando outros químicos nocivos à saúde, tais como o glutamato monossódico (uma neurotoxina altamente nociva à saúde que estimula o cérebro a querer mais daquele determinado alimento. Por isso o famoso slogan do salgadinho de batatas industrializadas sugere que é “impossível comer uma só”).

Por exemplo, inúmeras pessoas consomem molho shoyu, sem nunca pensar que em sua composição existem sal, açúcar e glutamato monossódico concentrados. É quase impossível não gostar de algo com um gosto tão salgado e doce e uma neurotoxina tão estimulante. Infelizmente, a maioria dos alimentos industrializados, são agradáveis ao paladar primariamente devido a estas substâncias que se encontram em abundância.

Através da industrialização concentramos aqueles sabores que nossa fisiologia busca nos alimentos, assim podendo transformar inúmeros alimentos insípidos em “saborosos”. Como o famoso Higienista J. Tilden sabiamente, em sua época, citou: “A natureza nunca produziu um sanduíche”. Se pararmos para pensar - quantas pessoas na atualidade pensam no valor nutricional de um alimento antes de ingeri-lo? Os alimentos são comercializados, promovidos e ingeridos pelo seu gosto, valor de excitação e estimulação primariamente. A população precisa ter consciência que tais alimentos industrializados são saborosos apenas pelo simples fato de uma alta concentração de açúcar e sal refinado assim como compostos químicos, tóxicos e nocivos ao nosso organismo serem adicionados para que eles possam fornecer tamanha excitação e sabor.

Na natureza, todos os animais se alimentam sem nenhum conhecimento nutricional, sendo guiados apenas pelos seus instintos e capacidades distintas de obter e conseguir comer os alimentos para os quais foram criados, ou seja, para os quais a sua fisiologia, anatomia e biologia foram designados. Por exemplo: Vacas comem grama e foram naturalmente “adaptadas” a comerem grama, sendo capazes de comer e digerir a mesma, pois possuem 4 estômagos. Se humanos “tentassem” a mesma coisa, não conseguiriam calorias o suficiente para se manter, pois possuem uma capacidade digestiva finita e não possuem a mesma fisiologia digestiva, sendo incapazes de digeri-la devidamente. Por outro lado, vacas seriam incapazes de coletar uma refeição de frutas como um primata ou literalmente caçar e devorar outro animal, como um carnívoro.

Os animais confiam apenas em seus instintos e são “presos” às suas capacidades e “ferramentas” de obtenção de seus respectivos alimentos. Mesmo sem nenhum conhecimento científico, enquadram-se dentro das leis da natureza e, por isso, vivenciam saúde otimizada e não demonstram/sofrem de nenhuma das doenças degenerativas ou sintomas dos quais o homem “civilizado” sofre. Os animais comem o que seus instintos indicam ser o certo e o que lhes agrada ao paladar, em seu estado ‘in natura’, sem alteração nenhuma no alimento em questão, literalmente sem precisar enganar seu paladar e cérebro através de temperos e condimentos, que fazem o nosso cérebro acreditar que tais alimentos são nutritivos, pois possuem as características doces e salgada que fomos feitos para apreciar.

O valor nutritivo de um alimento para cada espécie está altamente ligado a seu sabor e o paladar específico daquela espécie. Podemos comprovar isto, quando vemos um leão salivando e olhando para sua presa e após a caça, a voracidade e gosto com que ele devora a carne crua, ossos, cartilagens, órgãos e outras partes do animal com gosto. Seres humanos não seriam capazes de degustar tal refeição, devido a nossa fisiologia não ser adaptada a isso, nem mesmo temos a capacidade de sentir o gosto da gordura. Outros claros exemplos são vacas salivando em um campo de grama, comendo a com prazer. Seres humanos, definitivamente não apreciam o gosto de grama. Entretanto, como os primatas antropoides, adoramos o gosto doce e a suculência das frutas.

Podemos guiar-nos e definir a alimentação otimizada da raça humana, na natureza e em seu estado natural, pelo que conseguimos facilmente nos apropriar e comer, e citar a refeição como um prazer gustativo. Assim, os alimentos mais nutritivos para os seres humanos são os que têm um gosto prazeroso em seu estado natural. Isto é, na natureza podemos guiar-nos pelo gosto, para determinar o que é nutritivo e assim bom para a propagação da vida humana. Logo, na natureza, basicamente os únicos alimentos que conseguiríamos apropriar-nos com nossas faculdades físicas e consumir com gosto são obviamente frutas, vegetais, sementes e nozes.

Mas infelizmente na atualidade, conseguimos alterar tanto a matéria prima produzida pela natureza, e devido a industrialização em massa ficou tão barato alterá-la que virou a norma em vez da exceção. Assim precisamos estabelecer certos alimentos como “saudáveis”, quando na verdade, durante praticamente toda a vida na terra, não era preciso nomear um alimento como “saudável”, porque não existia categorias a parte como o “junk-food”. Alimentos não saudáveis, simplesmente não eram consumidos porque não eram prazerosos ao paladar, assim como não conseguíamos produzi-los.

Consumir frutas e vegetais como a base de nossas calorias, não é um experimento, e sim a norma através da história. Entretanto, o consumo da alimentação atual, é realmente uma experiência nova a qual os seres humanos estão testando a resiliência do corpo humano. Refinando, cozinhando, temperando, usando químicos, sal, açúcar, etc, conseguimos comer alimentos que seriam insípidos, inpalatáveis e incapazes de serem ingeridos, fazendo com isso que o ser humano viva, mas em condições longe do ideal e do potencial de saúde, que o corpo humano pode e deveria vivenciar.

Por isso, respondo facilmente a todos, quando me perguntam se é difícil levar uma dieta baseada em frutas e vegetais, nozes e sementes, que não é difícil, muito pelo contrário, e informo que todos aqueles que já tentaram, comprovam e afirmam, amarem e preferirem seus novos hábitos alimentares. É uma falácia acreditar que alimentação natural é insípida e quem adota tal mito desconhece os verdadeiros alimentos saudáveis em sua forma fresca, madura e orgânica. Ela parece apenas diferente, a um paladar pervertido durantes décadas por condimentos, temperos e alimentos cozidos.

Apesar de pervertermos nossa natureza com tais práticas de alteração dos alimentos, nossas preferências continuam vivas. Está afirmação é comprovada, devido ao fato de tentarmos reproduzir a suculência das frutas e dos vegetais em todas as receitas da atualidade. Por exemplo, comer arroz puro é um tanto quanto seco, assim acrescentamos o caldo do feijão por cima, ou o molhamos com o “caldo” da carne ou dos vegetais cozidos. Também molhamos os biscoitos no leite, no café ou creme, tudo com bastante açúcar. Como sempre utilizamos maionese ou manteiga em um sanduíche devido ao pão puro ser seco demais para nossa fisiologia propriamente apreciar. Não comemos macarrão cozido e não o apreciamos seu gosto por si só, assim como sua falta de suculência, e por isso espalhamos molhos de queijos derretidos ou molhos à bolonhesa, em uma forma ingênua de reproduzir nossas necessidades. E todos estes ingredientes são adicionados com sal, ou açúcar refinado, ou em ambos.

Para uma vida longa, saudável e próspera, consuma o tipo certo de "açúcar", em vez de tentar reproduzir as sensações e gostos para os quais fomos criados pela natureza para buscar nos alimentos. Perpetue a simbiose e o papel para qual os seres humanos foram criados, fazendo do consumo de grandes quantidades de frutas e vegetais uma prática diária. Assim ajudamos a nós mesmos e ao futuro da humanidade e a diminuição do aquecimento global com um mundo mais verde, auto sustentável, SAUDÁVEL e FRUGAL!

 


Prosperando em uma dieta frugívora a longo prazo (Possíveis erros cometidos por frugívoros de longa data)



Muitas pessoas me perguntam se é possível viver de frutas e vegetais ao longo prazo. Devido à falta de conhecimento, por "falta de modelos", ou seja, pessoas que levem uma dieta frugívora há anos ou décadas, elas ficam inseguras, achando que algum tipo de nutriente essencial não é encontrado nas frutas, vegetais, sementes e nozes e que ao curto prazo, uma dieta de frutas é o ideal para desintoxicação e regeneração do organismo, só que ao longo prazo ela é danosa e falta materiais de construção.

Eu discordo plenamente, por já viver há 6 anos e meio apenas destes 4 grupos alimentares, sendo que a maior parte da minha dieta é frutas. Entretanto, ela não é composta apenas de frutas e acho que uma dieta só de frutas, é sim insuficiente a longo prazo. Pode ser levada até por algumas semanas ou até mesmo meses, devido a capacidade do nosso organismo de armazenar diversos nutrientes, e até mesmo de reciclar alguns, como ele faz com aminoácidos (pequenos tijolos que formam as proteínas).

Temos o Dr. Douglas N. Graham e sua esposa que praticam o frugivorismo há mais de 30 anos. O líder crudívoro Aris La tham que alega viver basicamente de frutas e frutas vegetais e consumir pouquíssimos vegetais e nozes e sementes há mais de 36 anos, tendo vivido por dois anos apenas de frutas. O Dr. Dave Klein, Loren Lockman entre muitos outros frugívoros. Estes são alguns dos diversos exemplos através do mundo. Infelizmente, brasileiros temos poucos. O Dr. Fernando Travi, que pratica o higienismo e o frugivorismo a longo prazo e eu, há 10 anos, entre diversos de meus leitores que já praticam também a muitos anos.

Os trechos em aspas abaixo são retirados de diversos subtópicos do meu livro Saúde Frugal - O guia ao crudivorismo. Os quatro pontos mais importantes para o sucesso em uma dieta frugívora a longo prazo.

* Variedade

"Primatas antropoides obtém em média 125 diferentes variedades de alimentos das plantas por ano, assim facilmente garantindo sua suficiência nutricional, da mesma forma que nossos antepassados, antes do período neolítico, comiam uma variedade muito maior do que a ingerida na atualidade. A única diferença é que na natureza, obteríamos inúmeras variedades de alimentos, entretanto, apenas através das estações, semanas e meses, assim que cada nova fruta ou vegetal entrasse em sua época, ao contrário de inúmeras variedades a cada refeição como é a norma atual."

* Diversidade não só nos alimentos, mas categorias

"Vegetais tenros – Alface, aipo, brotos verdes (como o de girassol), flores, funcho, espinafre (algumas variedades usualmente não comercializadas no Brasil) e tatsoi (quanto mais jovem melhor), entre outras folhas agradáveis ao paladar e levemente doces.

Frutas vegetais – Tomate, tamarilo, pepino, pimentões coloridos, quiabo, abobrinha, chuchu, berinjela.
Vegetais crucíferos – Aspargos, brócolis, bok choy, couve, couve de Bruxelas, repolho, couve-flor.
Frutas – Banana, caqui, jaca, fruta do conde, figos, abacaxi, laranja, tangerina, limão, kiwi, mamão, manga, uva, maçã, bagas (amoras, mirtilos, morangos etc).
Nozes – Amêndoa, avelã, noz juglan, macadâmia, castanha do Pará, pecan, pistache, pignoli etc.
Sementes – Abóbora, girassol, gergelim, cânhamo.
Frutas gordurosas – Abacate, durião, fruta pão, coco verde, azeitonas.
Alimentos diversos - Milho verde, leguminosas (ervilhas doces, diversos tipos de feijões, guandu, amendoim, todos apenas quando recém-colhidos e jovens), cenoura, beterraba, palmito (in natura), cogumelos comestíveis, rúcula, brotos de leguminosas e frutas desidratadas. "

* Consumo suficiente de vegetais em proporção a frutas

"Recomendo que algo em média de 500 gramas de folhas verdes (ou vegetais crucíferos) e 500g de frutas vegetais por dia são o mínimo diário. Isto seria algo em torno de duas cabeças de alface pequenas e três tomates médios. Entretanto, isto é só uma média, já que, obviamente, a quantidade deve ser baseada na ingestão calórica total do indivíduo, para que exista um equilíbrio na dieta desde um atleta, até uma pessoa sedentária. Como um atleta comerá muito mais frutas que uma pessoa sedentária, precisará comer também uma quantidade maior de vegetais, então o mínimo para um atleta, seria maior do que está recomendação. E também, nossas necessidades variam de acordo com a estação e frugívoros tendem a relatar maiores desejos e consumo de vegetais nas épocas frias do ano e um menor na época do verão.
Sendo mais objetivo e preciso, algo em torno de 5 a 6% de suas calorias vindo dos vegetais. E no total, incluindo todos os vegetais e alimentos gordurosos (frutas vegetais, folhas verdes, vegetais crucíferos, sementes e nozes) seria um mínimo de 10% de suas calorias. Entretanto, iniciantes podem não conseguir alcançar tais metas, o que não é um problema, durante o período de transição. Em pouco tempo, o indivíduo se acostuma a consumir maiores volumes e quantidade de vegetais, seguindo facilmente tais recomendações.

Em uma dieta frugívora, frutas predominam em termos de calorias e vegetais em termos de volume. A quantidade de vegetais é maior, entretanto, são tão baixos em calorias, que derivamos praticamente todo o nosso combustível (calorias) das frutas.

Enfatizo a importância de comer as quantidades necessárias de vegetais, não só para a saúde, mas para conseguirmos manter uma dieta frugal a longo prazo. "
 
* Abuse dos três tipos de categorias de vegetais. 

"Coma o suficiente de vegetais (folhas verdes, frutas vegetais e vegetais crucíferos)."

* Dieta hipo-lipídica não significa não consumir alimentos gordurosos e viver sem nozes e sementes comestíveis 

Não existe dúvida de que na natureza, seres humanos consumiam pequenas quantidades de nozes e sementes, apesar de não sermos capazes de abri-las com facilidade e até digeri-las em grandes quantidades. Diferente de esquilos que têm dentes apropriados e uma massiva força na mandíbula, seres humanos tem um trabalho laborioso para abri-las.

Por serem mais fáceis de digerir e mais leves ao corpo, assim como por questões éticas de que sementes e nozes são na verdade feitas como meios de reprodução das plantas, muitos frugívoros apesar de consumirem sementes e nozes, sempre que possível, dão preferência às frutas gordurosas como sua fonte de gorduras. Entretanto, não recomendo tal prática e acho que uma dieta variada com as três fontes é mais apropriada. Mas obviamente, prefiro dar prioridade a alimentos frescos, e infelizmente, em grandes cidades temos uma dificuldade de obtenção de nozes e sementes frescas, enquanto facilmente encontramos frutas gordurosas, as quais, tirando as azeitonas, sempre são frescas. "

A ideia é não consumir mais que 10% do seu total calórico vindo da gordura e é desnecessário consumir alimentos gordurosos todo dia do ano, ou a cada refeição ou até mesmo por uma semana. Mas a médio e longo prazo, eles são necessários.

Assim como a ideia é consumir primariamente frutas, mas não obter praticamente todas suas calorias de frutas somente ao longo prazo. Como vegetais tem uma densidade calórica muito baixa, por mais que você consoma 500 gramas diárias dos mesmos, ainda assim praticamente a grande maioria das suas calorias virão das frutas e isso pode enganar o indivíduo, a achar que ele está obtendo calorias o suficientes de outras fontes, ou principalmente, o mais importante, equilibrando sua proporção de macronutrientes em 80/10/10 no longo prazo.

Portanto, visamos consumir aproximadamente 90% do nosso total calórico de frutas. Dependendo da estação e do período de tempo, podemos chegar até mesmo a 95%. Entretanto, ao longo prazo e o grande foco, é manter se próximo a proporção de macronutrientes 80/10/10.


Frutose faz mal? 

Frutose, vista como o açúcar das frutas devido a ser um monossacarídeo (açúcar simples), presente também nas frutas, é o novo vilão do momento. A ingestão de frutose tem sido ligada ao aumento da obesidade, síndromes metabólicas, fígado gordo (esteatose hepática) diabetes e dislipidemia e até mesmo o câncer 1, 2. O que levou a ela a ser amplamente debatida, considerada como tóxica e recomendada por muitos profissionais a se reduzir seu consumo ao máximo. Devido a ela naturalmente ocorrer em praticamente todo alimento que tenha carboidrato e ser mais abundante nas frutas do que nos vegetais, ao ter o prefixo frut, as inocentes frutas, que também carregam esse açúcar simples acabaram sendo vistas como culpadas e hoje em dia muitos alegam que não comem frutas, devido a serem ricas em frutose. Sempre me perguntam, como sabem que minha dieta é predominada em termos de calorias por frutas, mas não é frutose em excesso? Ela não faz mal?

Geralmente, vegetais vão de 0.1 a 1.5 gramas de frutose a cada 100 gramas de alimento. Enquanto as frutas vão de 0.5 (o limão ou o abacate) até 9 gramas, uvas sendo um exemplo alto com 7.6 gramas a cada 100 gramas de fruta, o que é apenas 7.6% do seu peso. Ou seja, frutas giram em média de 5% a 9% apenas do seu peso composto de frutose.

E a questão principal é a quantidade de frutose em 100 gramas de fruta ou vegetal cru, fresco e integral, é infinitamente menor que a quantidade de frutose em qualquer alimento industrializado e açucarado. Como podemos ver na tabela de análise, comparando a banana, com 2.7 gramas de frutose e o xarope de milho, composto de 55% de frutose, sendo 55 gramas 3 a cada 100 ml. Portanto, você precisaria consumir quase 21 bananas, para obter quantidades similares a que você encontra no xarope de milho que adoça tudo hoje em dia, desde biscoitos até bebidas isotônicas, cereais matinais, barras de cereais, iogurte etc.

E existe uma imensa diferença ao comparar a frutose industrializada, ou seja, a frutose refinada, que é extremamente mais concentrada do que a frutose encontrada nas frutas, e desbalanceada, sem os poderosos micros e fitonutrientes, antioxidantes, sem proteína, gordura, sendo quase que puro açúcar, sem água, fibra, etc. que acompanham todo o pacote nutricional no qual os alimentos vegetais do qual ela foi refinada continham. Esta frutose industrial vem geralmente do famoso HFCS-55 (Xarope de milho rico em frutose). E, devido a todos estes micro e macronutrientes, a fruta obviamente é metabolizada de forma diferente em nosso organismo do que a frutose isolada (adoçante), o açúcar refinado ou o HFCS.  

E, praticamente toda a frutose ingerida na atualidade não vem das frutas, mas sim dos refrigerantes, bolos, balas, o qual sem as fibras e os respectivos fitonutrientes contidos nas frutas, causam a absorção dos açúcares serem extremamente rápidas causando picos glicêmicos. E por estes alimentos industrializados geralmente serem ricos nas gorduras saturadas ou vegetais que são adicionadas a seu preparo industrial, causam a hiperglicemia, ao levarem o fenômeno denominado LIMC (Lipídio Intramio Celular), que impede a metabolização da glicose, que fica presa na corrente sanguínea.

Sabemos que o consumo de frutas pelos brasileiros e através do mundo é baixíssimo, não alcançando nem a recomendação da OMS (Organização Mundial de Saúde) de 400 gramas por dia (4 bananas médias ou 2 maças grandes). Segundo dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2008-2009, menos de 10% da população em geral atinge as recomendações de consumo de FLV, preconizadas pelo Ministério de Saúde 4.

Então como a frutose das frutas, que é praticamente não consumida por ninguém, e as frutas são vistas como o alimento mais saudável e nutritivo a seres humanos, pode ser a causa de tantas DCD (Doenças crônicas degenerativas) 5,6,7 ? Então como se a própria OMS prova e alega em diversos relatórios que FLV (Frutas, Vegetais e legumes) tem um papel crucial na manutenção da saúde, peso e na prevenção contra inúmeras DCD, frutas poderiam ser de repente o vilão? E, já que sabemos por registros antropológicos das arcadas dentárias de nossos ancestrais, que seres humanos viveram a base de frutas por aproximadamente 50 milhões de anos, e a frutose obviamente não os tornou obesos ou propensos a doenças, de modo a serem fortes e saudáveis para sobreviverem na natureza 8.

O grande problema na nutrição em geral, é o excesso. O consumo excessivo de uma substância causa desgaste ao organismo que precisa trabalhar demasiadamente para digerir, absorver e assimilar aquele excesso, excretar dejetos metabólicos e corrigir os problemas bioquímicos induzidos por ele. O excesso de açúcares é transformado em gordura que acumula em sua corrente sanguínea e órgãos. Entretanto, com frutas, que são ricas em água, fibra, baixíssimas em calorias e tem o índice e a carga glicêmica baixa à moderada (para quase todas as frutas, tirando a melancia que tem o IG de 72, mas a CG de 4, o que é bem baixo) é praticamente impossível consumi-las em demasia. Agora o açúcar refinado e concentrado (50% frutose) e o HFCS, que são produzidos apenas pela refinação que joga fora estes componentes essenciais para a devida absorção, assimilação e utilização dos açúcares, leva seu GI (Índice Glicêmico) de 62 a 73 9, enquanto bananas, uma fruta bem doce e calórica, tem 52.

A frutose das frutas, ai já é completamente diferente e não podemos misturá-las, na mesma categoria. A metabolização de um alimento natural, rico em milhares de nutrientes conhecidos e muitos ainda desconhecidos e suas interações complexas. E, de acordo com as evidências médicas científicas de diversos estudos, elas não são e não devem ser fontes de preocupação e, na verdade, incluídas na alimentação saudável. De acordo com pesquisadores: “As legislações da Saúde Pública para eliminar ou limitar a frutose da dieta devem ser consideradas prematuras. Ao invés disso, esforços deveriam ser feitos para promover um estilo de vida saudável que inclui atividade física e alimentos nutritivos enquanto se evita consumir calorias em excesso até evidências sólidas que apoiem a ação contra a frutose estejam disponíveis” 10. E a conclusão de outro estudo famoso, publicado no The Journal of Nutrition é: “A frutose que naturalmente ocorre em frutas e vegetais fornece apenas modestas quantidades de frutose dietética e não devem causar preocupação” 11.

Frutas não são ricas em frutose, como o senso comum acredita. Se você tem medo de consumir frutose em excesso, deveria estar realmente preocupado com qualquer coisa que leva açúcar refinado e o HFCS e até mesmo o mel, que como mostra a tabela, é também tão rico em frutose, como o HFCS, esse açúcar industrializado do milho, que foi desenvolvido nos EUA, por ser a forma mais barata e eficiente de se obter açúcar e malignamente adoçar todo o tipo de comida doce e salgada com ele, fazendo com que nossos paladares acreditem que este é um alimento nutritivo, quando na verdade é apenas junk-food, calorias vazias, que agradam nossos receptores palativos e o cérebro mas destroem o organismo. Praticamente todo “alimento” nos Estados Unidos, e agora em grande parte do mundo, é adoçado com este composto, ainda mais que depois da década de 60, devido a sua ampla produção e subsídio do governo americano, a sucrose, que era a principal forma de adoçante, perdeu uma boa parte do seu posto para o HFCS.

E, de forma errônea e absurda, muitos pesquisadores e profissionais na área da saúde, assim como o público leigo em geral, não diferenciam a óbvia diferença entre os açúcares saudáveis encontrados nas frutas, vegetais e outros alimentos veganos integrais, da frutose em sua forma industrializada e concentrada. Os estudos que causaram todo esse furor que frutose é tóxica foram feitos com frutose pura ou HFCS, que não é nem de longe similar a consumir a fruta pura, integral, in natura ou qualquer outro alimento vegano que encontramos na natureza. Sabemos que a sinergia dos nutrientes, a verdadeira sinfonia que a natureza cria na química de seus alimentos, é essencial para o funcionamento do organismo animal, tal designação que inclui o ser humano. Então isolar um nutriente em laboratório, dos milhares de outros que existem e vem juntos, ou comparar a frutose removida industrialmente do milho e concentrada em um xarope, é no mínimo absurdo e enganador, para o público leigo que não passa seu dia estudando nutrição, mas precisa urgentemente, de educação no assunto.

Portanto, por mais contra intuitivo que isso possa soar, devido a fruta e frutose serem nomes similares, se você quer reduzir o consumo de frutose drasticamente, corte todos seus pães, bolos, refrigerantes, balas, Milk-shakes, chocolates e qualquer tipo de alimento que contenha açúcar refinado ou adoçante. Para fazer isso de uma forma efetiva sem sofrer de desejos enlouquecedores por doces, você precisará aumentar drasticamente seu consumo de frutas. Assim, você não só consumirá uma frutose saudável, mas em concentrações muito menores das que vem dessas abominações dietéticas geradas por seres humanos modernos.

Agora deixando toda a ciência e lógica de lado, eu e milhares de pessoas através do mundo que sofriam de inúmeros, incontáveis problemas de saúde crônicos, recuperaram suas saúde e vivem sem sintomas de suas prévias doenças após adotarem uma dieta frugívora higienista rica em frutas. Eu particularmente era pelo menos pré-diabético, obeso, sedentário a ponto de fazer duas cirurgias e com uma pletora de outras enfermidades e por caso não sabia o que era consumir nem uma fruta ou vegetal por dia.

E após 11 anos comendo pelo menos 2 quilos de frutas ao dia e entre um a dois quilos de vegetais crus, frescos e integrais, relato estar na melhor fase da minha vida, com meus exames todos em dia, e nunca me senti melhor, apesar de toda a “frutose” consumida diariamente. Ter medo da frutose das frutas enquanto se consome tudo industrializado e açucarado com frutose não natural, é tão absurdo quanto frequentar o McDonalds para comer saladas. Peço que veja meus vídeos no youtube de exercícios e minhas fotos de antes e depois de uma dieta baseada em frutas e tire suas próprias conclusões.

Em prol de sua Saúde.

Gramas de açúcar a cada 100 gramas de fruta 13, 14.
Frutas
Glicose
Frutose
Uvas
6.5
7.6
Damasco
1.6
0.2
Banana
4.2
2.7
Cerejas
8.1
6.2
Abacate
0.5
0.2
Figos
3.7
2.8
Goiaba
1.2
1.9
HFCS
30.8
42.4
Mel
33.8
42.4
Jaca
1.4
1.4
Coca cola
4.48
6.1

Referências bibliográficas

1- John P. BantleDietary Fructose and Metabolic Syndrome and Diabetes

Dietary Fructose and Metabolic Syndrome and Diabetes

Dietary Fructose and Metabolic Syndrome and Diabetes” J Nutr. Jun 2009; 139(6): 1263S–1268S.

Dietary Fructose and Metabolic Syndrome and Diabetes1–3

2 - Tappy L et al. ““Fructose and metabolic diseases: new findings, new questions”.  Nutrition. 2010 Nov-Dec;26(11-12):1044-9.

3 – Nutritiondata. Disponível em: Nutritiondata.com

4 – Pesquisa de orçamentos familiares 2008-2009 - Antropometria e estado nutricional de crianças, adolescentes e adultos no Brasil. Ministério da Sáude. IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Rio de Janeiro, 2010.
5 - World Health Organization. Diet, nutrition and the prevention of chronic diseases. Report of a
Joint WHO/FAO Expert Consultation. WHO Technical Report Series No. 916. Geneva; 2003.
6 - World Cancer Research Fund / American Institute for Cancer Research. Food, Nutrition, Physical
Activity, and the Prevention of Cancer: a Global Perspective. Washington DC: AICR; 2007.
7 - World Health Organization. The world health report 2002 - Reducing Risks, Promoting Healthy
Life. 2002

8 - Dr. Alan Walker of Johns Hopkins University of Maryland. May 15, 1979, The New York Times.

9 – Suzanne Robin. What Is the Glycemic Index of Fructose Corn Syrup?Apr 25, 2011. Disponível em: www.livestrong.com/article/428383-what-is-the-glycemic-index-of-fructose-corn-syrup/

11- John P. BantleDietary Fructose and Metabolic Syndrome and Diabetes

Dietary Fructose and Metabolic Syndrome and Diabetes

Dietary Fructose and Metabolic Syndrome and Diabetes” J Nutr. Jun 2009; 139(6): 1263S–1268S.

12 - John P. BantleDietary Fructose and Metabolic Syndrome and Diabetes

Dietary Fructose and Metabolic Syndrome and Diabetes

Dietary Fructose and Metabolic Syndrome and Diabetes” J Nutr. Jun 2009; 139(6): 1263S–1268S.

13 - FRUITS AND SUGARS SUGAR CONTENT OF FRUIT.  Disponível em: http://thepaleodiet.com/fruits-and-sugars/

14 – Nutritiondata. Disponível em: Nutritiondata.com
Madero M et al “The effect of two energy-restricted diets, a low-fructose diet versus a moderate natural fructose diet, on weight loss and metabolic syndrome parameters: a randomized controlled trial.”Metabolism 2011 Nov;60(11):1551-9.

Carboidratos complexos x simples
Todas as ciências indicam que durante 8 milhões de anos da existência da raça humana na terra, e durante dezenas de milhões de anos antes, os primatas antropóides, ou seja, nossos antepassados em geral viveram primariamente de frutas e vegetais, basicamente os únicos alimentos na natureza baseados em carboidratos simples.
O amido, só pode ser introduzido na dieta humana, após o fogo. Portanto, estimasse que começamos a consumir algum amido, de 100 mil anos para cá. Entretanto, sem panelas, fogões, pratos, talheres, devemos nos questionar o quanto de grãos, leguminosas e tubérculos consumiríamos. Sabendo que tais ferramentas só foram inventadas após o neolítico, aproximadamente há 7 mil anos, começamos a perceber que o carboidrato complexo é algo muito recente na história humana.
Frutas, devido ao cozimento, na atualidade, são vistas como meros complementos a dieta, tendo em vista que o brasileiro comum consome menos de uma porção ao dia. Acabaram não só virando um complemento do lanche, como demonizadas devido a suposta frutose maléfica em excesso que elas teriam ou supostamente sendo muito calóricos e auxiliando o sobrepeso. Entretanto, como um nutricionista, nunca abri um artigo médico científico confiável, sem conflito de interesses ou financiamento duvidoso, que correlacionasse frutas e vegetais com os supostos "malefícios da frutose" ou sobrepeso. Lembrem-se que apesar do nome frutose, o açúcar das frutas é completamente diferente da frutose vindo do xarope de milho altamente industrializado. Na verdade, todos artigos epidemiológicos que leiam sugerem o contrário.
E com as frutas se tornando meros coadjuvantes da dieta atual, produtos de origem animal e carboidratos complexos dominaram a ingestão calórica de praticamente todas as civilizações no globo. Entretanto, como sabemos e acredito que todo leigo já ouviu, alimentos crus são mais nutritivos que alimentos cozidos.
O processo de cozimento não só causa a perda de nutrientes, principalmente por vitaminas e minerais serem lábeis (sensíveis), mas ele forma toxinas, mais precisamente 420 substâncias tóxicas, mutagênicas, genotóxicas, citotóxicas, teratogênicas, clastogênicas, pro-inflamatórios e carcinogênicas. Apesar de talvez você não entender o sentido de todas estas palavras, você pode imaginar que bem, elas não fazem. 
E sabemos que seres humanos vivendo na natureza, precisavam ser exímios atletas, pois a vida na selva, necessita que escalemos árvores, nademos, andar longas distâncias, lutemos com predadores, vivenciemos momentos de restrição calórica ou até mesmo jejum por falta de alimentos. Então se estamos vivos, mostra que nossos ancestrais eram muito saudáveis. Mas se sem o fogo e apetrechos, éramos forçados a viver de frutas e vegetais, como nossos ancestrais tinham força para sobreviver?
Frutas e vegetais não sustentam, geralmente dizem os leigos, ou pessoas que nunca vivenciaram uma dieta crua saudável. Os profissionais vão dizer que frutas e vegetais crus não tem proteína, gordura, e certos nutrientes para manter um ser humano bem nutrido, embora os animais que compartilham 99% do nosso DNA, vivem quase que exclusivamente destes alimentos e são extremamente bem nutridos, fortes e com uma massa corporal impressionante e as tabelas nutricionais, indicam que ao criarmos um cardápio completamente frugívoro, mostram suficiência nutricional em todos os parâmetros. Isso é tema para um livro inteiro, no qual compartilho em meu livro Saúde Frugal - O guia ao crudivorismo. Por enquanto vamos analisar os fatos, as diferenças nutricionais e fisiológicas do consumo de frutas e vegetais versus amido.
·         Agua - O corpo humano é feito de 70% de água. E o nutriente mais importante após o ar. Como ela está envolvida em todo processo metabólico, quanto mais você trabalha o corpo, mais água precisa. Atletas precisam de água, mais do que o sedentário, e é fácil de ver atletas que comem comida cozida sentindo sede, bebendo água o tempo todo, constantemente sofrendo de desidratação e ocasionalmente até a morte. Carboidratos simples são ricos em agua, carboidratos complexos tem menor teor de água, depois de cozidos e salgados ainda, desidratam severamente. Teste jogar laranjas no liquidificador. O que sai? Suco. Jogue agora trigo integral, veja o que sai. Farinha. Facilmente, sem pesquisa alguma você consegue ver o teor de água do alimento. O comedor de comida cozida, por nunca ter vivido em uma dieta de frutas e vegetais crus e frescos, não imagina a diferença nos níveis e na sensação de hidratação.
·         Combustível rapidamente disponível - Energia rapidamente disponível dentro do sistema. Mais rápido utilizar açúcares simples e menos dispendioso de energia do que quebrar carboidratos complexos, em simples e ai então levar até as células. Ao necessitar dos carboidratos complexos, você não tem como acessá-los antes do término do processo digestivo. Então ao invés de quebrar amido, utilizá-lo para ai então transformar em amido animal (glicogênio), é mais fácil utilizar açúcares simples e transformar o excesso em glicogênio muscular e hepático. O açúcar das frutas chega as suas células em poucos minutos após o consumo, o que é essencial para o atleta repor seu combustível rapidamente.
·         Combustível não precisa ser refinado - O processo de digestão, quão mais trabalhoso é, mais o organismo precisa virar sua atenção para ele e menos para outros processos vitais ao atleta. Não precisamos de dados de fisiologia para perceber que após o almoço com feijão, arroz e batata, nos sentimos letárgicos e com sono, ao invés de energizados, como após uma Monorefeição de frutas (comer 5 bananas de uma só vez por exemplo).
·         Carboidratos simples são mais ricos em antioxidantes, micro e fitonutrientes - Sabemos que estes elementos são termo, oxigeno e foto-lábeis. Só de cortar uma banana, você já vê ela em poucos minutos ficando preta devido a oxidação. Imagina o que cozinhar por 2 horas faz a tais nutrientes tão sensíveis? Eles estão envolvidos no metabolismo de macronutrientes, criação de células vermelhas em prol de transportar o oxigênio pelo organismo, proteção contra os radicais livres, anti-inflamatórios, acelera a recuperação muscular, anti-cancerígenos, auxiliam o sistema imune, formação óssea e inúmeros outros processos essenciais ao atleta.
·         Carboidratos simples são alcalinizantes - Frutas e vegetais são os alimentos mais alcalinizantes que existem, enquanto a maioria dos alimentos ricos em amido, tendem a ser acidificantes. Nosso pH sanguíneo precisa se manter alcalino, caso contrário temos perda de cálcio dos nossos próprios ossos.  Assim, são correlacionados a menor perda de cálcio e sarcopenia, dois fatores essenciais ao atleta.
·         Carboidratos simples contém menos toxinas (AGEs, acrilamidas, acroleínas, benzopireno, aminas heterocíclicas, hidrocarbonetos policíclicos aromáticos etc.) e metais pesados como o alumínio das panelas, que são formados ou lixiviados durante o processo de cozimento.
·         Carboidratos simples são mais integrais – O fogo não só forma novos compostos prejudiciais como altera a nível molecular inúmeros elementos. Caramelização e dextrinização de carboidratos, desnaturação e deaminação de proteínas, saturação de lipídeos, evaporação da água do alimento etc. Cozinhar com óleos até mesmo produz gases cancerígenos. O cozimento evapora uma grande parte da água do alimento e altera macro e micronutrientes, não podendo mais ser classificado como um alimento integral.
·         Carboidratos simples são comida instantânea - Mais fáceis de comer, já vem prontos e temperados. Não precisa, de pratos, talheres, garfos, panelas, fogão nem passar duas horas queimando em altas temperaturas. Depois é só lavar as mãos ao invés de lavar dezenas de louças, com compostos difíceis de serem removidos das panelas. Frutas e vegetais são ergonomicamente feitas para suas mãos.
·         Carboidratos simples das frutas e vegetais são inversamente correlacionados ao sobrepeso ou obesidade. Algo essencial a um atleta, é a manutenção de um peso saudável e um baixo percentual de gordura.
·         Carboidratos simples são frescos - Costumamos falar pão fresco, mas quando na verdade o grão foi colhido talvez há mais de um ano, transformado em farinhas há meses, e ai então assado está manhã. Grãos e leguminosas secos levam até um ano para estragar, enquanto frutas e vegetais estragam em dias. A atividade biológica dos alimentos, é algo extremamente importante na manutenção da saúde.
·         Frutas e vegetais crus em pesquisas comparando dietas veganas ricas em amido ou dietas onívoras “saudáveis”, são a forma mais eficaz de melhorar biomarcadores correlacionados a doenças cardiovasculares. Redução no colesterol total, LDL (colesterol ruim), absorção de sais biliares e aumento na excreção fecal de esteroides.
·         Carboidratos simples tem menor índice e carga glicêmica – Até mesmo a grande maioria das frutas tem baixo a médio índice glicêmico e baixa carga glicêmica. Sabemos que a melhor forma de análise é na verdade a carga glicêmica, sendo mais fidedigna por combinar a qualidade e a quantidade de carboidrato em só um número. Você pode pensar na carga glicêmica como sendo a quantidade de carboidrato no alimento ajustado por seu potencial glicêmico. E para piorar, sabemos que o cozimento aumenta o índice glicêmico do alimento.
·         Antinutrientes - Carboidratos complexos tendem a ter antinutrientes, até mesmo a batata tem (glicoalcalóides chamado, α-chaconina and α-solanina). Frutas e vegetais contém quantidades negligenciáveis. Tais antinutrientes como o fitato, saponinas, lectinas, taninos, oxalatos são correlacionados a redução da absorção de minerais e inibidores enzimáticos. Como precisamos de enzimas para digerir nossos alimentos, isso prejudica o processo de digestão e portanto, absorção e assimilação dos nutrientes ingeridos como a proteína por exemplo.
·         Excesso de proteína – Excesso de proteína é ligado a supra-regulação de vias metabólicas e hormônios de crescimento como mTOR e IGF-1, o que por sua vez é correlacionado com doenças crônicas e envelhecimento precoce. Grãos e leguminosas contém mais proteínas que as frutas, geralmente bem maior do que nossas reais necessidades proteícas. Restrição de metionina é um importante fator anticancerígeno. Um feijão tende a ter 10 vezes mais metionina que uma banana. Mais no mundo da nutrição não é melhor. Precisamos da quantidade exata.
·         Carboidratos complexos precisam ser cozidos e temperados em função de serem palatáveis. Frutas e vegetais já vem prontos, temperados e "CRUzidos" direto da árvore. Sal causa hipertensão e desidratação e perverte os neurocircuitos, literalmente viciando o paladar. Vários dos outros temperos utilizados com comida cozida são menos saudáveis ainda, como o glutamato monossódico etc.
·         Frutas e vegetais devido a serem extremamente hipocalóricos, evitam o consumo excessivo de calorias, permitindo o consumo de imensas quantidades de alimentos e assim auxiliando na saciação, assim facilitando a manutenção de um baixo percentual de gordura. Amido, por não ser tão saciante devido à falta do gosto doce, a densidade calórica dos alimentos e o processo de cozimento em si que remove a água, facilita o consumo de mais calorias do que o necessário.
·         A fisiologia e bioquímica humana não suporta o consumo de amido. Não secretamos grandes quantidades de amilase para quebra-lo como espécies como porcos e javalis o fazem. Feijões são famosos por causarem gases, por não termos enzimas para digerir seus polissacarídeos (rafinose e estaquiose). Todo alimento que não é digerido por completo, prejudica o processo nutricional e o sistema gastrointestinal. O glúten por exemplo, um antinutriente é famoso por causar síndrome do intestino permeável. Não somos feitos para amido, animais que naturalmente consomem carboidratos complexos conseguem comê-los em seu estado in natura, cru e sem sal, só um alimento por vez e demonstrar prazer ao fazê-lo. Por favor, tente comer uma refeição somente de arroz cru como um pássaro ou batatas cruas como um porco e me diga se foi algo prazeroso.
·         Alimentos crus contém maior microvida. Frutas e vegetais não só são fortes prébióticos, mas na atualidade foi provado que são também probióticos. Sabemos por um famoso estudo em uma população quase vegana, com consumo negligenciável de carne e leite, que não esterilizavam seus alimentos, os comiam com pouca lavagem depois da colheita e se mantinham saudáveis sem suplementação de b12, possuindo níveis adequados da vitamina. Sabemos que a b12 é sensível e danificada durante o cozimento. Acredito que em um futuro próximo compreenderemos que queimar nossos alimentos, como fazem com o cozimento, prejudica a capacidade pré e próbiotica dos alimentos in natura, mas até hoje, é só uma especulação de seu autor, pois nunca achei dados na literatura científica. Hoje em dia, devido ao corpo humano conter muito mais microrganismos do que células, temos aprendido cada vez mais a importância de uma microbiota saudável, tendo influência em todo o nosso organismo. Apesar de não conseguirmos vê-las, elas têm muitas funções no organismo. O que será que acontece com o alimento após ser queimado por as vezes uma hora ou mais?
·         Grãos com glúten, como no caso o trigo e a cevada, contém opióides, chamados exofirnas, ou no caso gluteomorfinas. Peptídeos opióides que podem “vazar” pela parede intestinal, alcançando o cérebro, agindo nos receptores opióides,  causando vicio e problemas neurológicos. Alguns dos opióides no trigo chegam a ser 100 vezes mais forte que a morfina. Tais opióides são correlacionados a esquizofrenia, autismo, constipação, depressão, ansiedade, desordem obsessiva compulsiva e até mesmo a mal desenvolvimento do cérebro. Celíacos tem maiores riscos de suicídio.
Eu acredito que o mundo dos esportes sofrerá uma reviravolta, à medida que os dados de uma alimentação crua baseada em frutas e vegetais estão vindo à tona. E as pessoas irão se perguntar, como que acreditamos um dia, que queimando ou fritando comida de pássaro, porcos ou animais carnívoros (grãos, tubérculos e pedaços de animais mortos), e ainda pior, muitas das vezes industrializados (farinha, embutidos etc.) imaginávamos que conseguiríamos nutrir de forma adequada nossos atletas?
A biologia nos classifica como primatas antropóides. Sabemos que todos antropóides (bonobos, chimpanzé, gorila etc.) tem seus requerimentos nutricionais mais bem alcançados através do consumo de frutas e vegetais. Como acreditamos que alimentar primatas com comida queimada, adaptada biologicamente a outras espécies, poderíamos produzir os melhores atletas possíveis? É similar ao que ocorre hoje em dia, muitas pessoas ainda acreditam que precisam de pedaços de animais mortos queimados e suas secreções mamárias para crescerem ou desenvolverem ossos saudáveis.

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Dr. Eduardo Corassa - Saúde Frugal - O guia ao crudivorismo
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